Martirizo-me, torturo-me às vezes, dizendo: "tens de te deixar dessas coisas e assentar de uma vez por todas (um dia conto-vos que coisas são essas), por favor do que esperas, a vida não é o que idealizamos. Caso contrário irás ser uma eterna solitária!"
Mas quem quero eu enganar? A mim? Por favor!!!
Passo horas no trânsito e impressiono-me com as trombas do carro ao lado. Eles nem olham nem falam um com o outro!
Tenho dois exemplos próximos, que passados 50 anos de vida em comum, deram-lhe agora para discutir por tudo e por nada. Até discutem a forma como o outro o viu durante estes anos todos!!!
Mais exemplos tenho de quem se arrepia todas as noites quando se deita ao lado de quem não lhe diz absolutamente nada e adormece sonhando com aquele que diz!
Depois há aqueles que por desespero ficaram com quem apareceu. E os que, por comodismo continuam com quem um dia apareceu!
Enfim... dava uma noite de exemplos, mas não tenho tempo. Tenho sono e quero ir dormir!
É claro que a vida pode ser o que idealizamos. Só o fazemos pelas referências vivas que vamos tendo.
Eu quero borboletas na barriga sempre! Adrenalina sempre! Conforto sempre! Vida sempre! Amor sempre!