Aung San Suu Kyi foi finalmente libertada, após sete anos e meio de prisão domiciliária! Vários chefes de Estado comentaram a sua libertação. Um, não me lembro qual e nem estou aí, fez-me sorrir ao dizer que esta libertação já devia ter acontecido há mais tempo. Na altura sei que pensei: "não me lembro de alguma vez ter ouvido este país fazer alguma coisa para tal... Ah! Claro que não, a Birmânia não tem petróleo!!!".
Também me arrancou um gargalhada a declaração de Sarkozy, que afirmou que a partir de agora vai estar de olho no governo de Mianmar a ver se este não volta a reprimir as acções da prémio Nobel da Paz! Mas é claro que volta... aliás, nunca deixou de o fazer.
Quanto ao sr. Sarkozy, seria bom que aproveitasse a onda de preocupação pelas liberdades fundamentais do ser humano e olhasse um pouco mais para a injustiça social do seu país.
Fico, evidentemente, muito satisfeita com a libertação de Aung San Suu Kyi, mas continuo preocupada com o destino do povo de Mianmar, pois acho que o encarceramento da liberdade continua, como que com pena máxima, naquele país. A ver vamos o que nos trazem os próximos dias....
Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê

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