Porto

Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Luna


Discípulo: Como posso encontrar a minha natureza de Buda?

Mestre: Tu não tens natureza de Buda.

Discípulo: E os cães?

Mestre: Eles, sim, têm natureza de Buda.

Discípulo: Então, porque não tenho natureza de Buda?

Mestre: Porque precisas de perguntar.

Estes mestres peludos, babões e brincalhões, mesmo nos piores dias de cão, sentam-se, olham-nos e expressam as mais puras qualidades: honestidade, lealdade, amor, compaixão e alegria.
Um ano de vida de um cão vale bem os 7 do ser humano, pois eles não vivem com o inútil nas suas cabeças e corações e sabem bem o que é o amor incondicional.
Também sabem o que é verdadeiramente importante, como uma sesta ao sol, ou um longo passeio sem destino certo.




A minha cadela conhece-me profundamente e eu amo-a profundamente. A ela e a todos os cães e outros animais que já amei e que entraram e saíram, e entraram e saíram, e entraram e saíram, da minha casa, de junto de mim.
A todos eles e a ti, Luna, obrigada!

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