Feliz Natal para todos...
Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Que direito?
O que fazer quando a tua vida está demasiado carregada de esforço para viver?
Uma coisa é levares com a merda em cima e ainda assim achares que vale a pena lutar, e por isso vives mais ou menos bem. Outra coisa é não teres força para dar a volta, ou achares que não vale a pena, e por isso, simplesmente desistes. Outra coisa ainda, é achares que queres sossego, deixar andar e simplesmente parares com a luta, o esforço, a vontade, mas não podes. São demasiadas as pessoas que, ou esperam que tu vivas para viverem, ou esperam que sejas tu a dares o alento e o exemplo de vida, ou que sejas tu o hino à vida, ou que sejas tu o escape para as vidinhas de merda e crenças que um dia um guru qualquer de trazer por casa se lhes enfiou no raio das suas cabeças. Terei eu o direito de as desapontar, ou direito à escolha de me deixar morrer?
Uma coisa é levares com a merda em cima e ainda assim achares que vale a pena lutar, e por isso vives mais ou menos bem. Outra coisa é não teres força para dar a volta, ou achares que não vale a pena, e por isso, simplesmente desistes. Outra coisa ainda, é achares que queres sossego, deixar andar e simplesmente parares com a luta, o esforço, a vontade, mas não podes. São demasiadas as pessoas que, ou esperam que tu vivas para viverem, ou esperam que sejas tu a dares o alento e o exemplo de vida, ou que sejas tu o hino à vida, ou que sejas tu o escape para as vidinhas de merda e crenças que um dia um guru qualquer de trazer por casa se lhes enfiou no raio das suas cabeças. Terei eu o direito de as desapontar, ou direito à escolha de me deixar morrer?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Confia A.
Gostava tanto de poder pegar-te no colo, afagar-te a cabeça e deixar que tudo o que te consome te saísse entre lágrimas e soluços, para no fim te dizer para não te preocupares, que tudo vai correr bem, na certeza que tu acreditarias que tudo vai correr bem. Mas não posso...
... Até posso, mas não é suposto, pelos menos pegar-te ao colo. Mas acredita A., vai tudo correr bem. Acredita que sim. Só assim faz sentido. De tantas vezes que me revolto e me zango a valer com eles e de todas estas vezes, no fim de gritar, chorar e estrebuchar, um sentimento de paz e segurança envolve-me na certeza de que tudo vai correr bem. É sempre assim e não evita que me volte a zangar. Mas é assim, sempre assim... e tudo acaba por correr bem. Confia e deixa rolar...
... Até posso, mas não é suposto, pelos menos pegar-te ao colo. Mas acredita A., vai tudo correr bem. Acredita que sim. Só assim faz sentido. De tantas vezes que me revolto e me zango a valer com eles e de todas estas vezes, no fim de gritar, chorar e estrebuchar, um sentimento de paz e segurança envolve-me na certeza de que tudo vai correr bem. É sempre assim e não evita que me volte a zangar. Mas é assim, sempre assim... e tudo acaba por correr bem. Confia e deixa rolar...
Acho que ainda aqui não disse, mas em tom, quase, repito quase, de desabafo: curso intensivo de tolerância e paciência aos domingos à noite!
É incrível que até aquele a quem matas a fome (ou não, se calhar ele nem tem tanta fome assim), te tenta reduzir ao nada e pôr-te entre tantos outros que o olham com indiferença e até com alguma repugnância. Bolas, será que ainda não percebeu que se estou lá, faça chuva (e tem feito imensa), ou faça sol é porque o(s) considero e o(s) vejo como semelhante(s)? Nem mais, nem menos...
É incrível que até aquele a quem matas a fome (ou não, se calhar ele nem tem tanta fome assim), te tenta reduzir ao nada e pôr-te entre tantos outros que o olham com indiferença e até com alguma repugnância. Bolas, será que ainda não percebeu que se estou lá, faça chuva (e tem feito imensa), ou faça sol é porque o(s) considero e o(s) vejo como semelhante(s)? Nem mais, nem menos...
O poder libertador do palavrão
Sempre acreditei no poder libertador do palavrão. É que um valente palavrão dito de uma certa forma, na altura certa tem a capacidade de provocar autênticas explosões em mentes humanas! Neste momento, apetece-me encher-te com um chorrilho deles, mas aqui fica apenas este: "Quando deixas de masturbar essa mente e decides foder a vida a sério???"
Era suposto estares sempre comigo e nunca me abandonares. Era... não! É! É suposto protegeres-me, não deixares que me façam mal, abraçares-me à noite com as tuas asas de arcanjo.
Pior que o mal de todos os outros, homens e mulheres, é o mal que me fazes ao deixares-me aqui sozinha... Eu luto tanto e sabe-lo melhor que ninguém. Preciso de ti, não tenho forças para tanto. Não, não é suposto tu ires embora... não me deixes.
... Se não estás comigo agora, não te quero nunca mais. Sai do meu corpo, sai da minha alma. Sai do meu corpo, sai da minha alma. Não te quero mais!
Pior que o mal de todos os outros, homens e mulheres, é o mal que me fazes ao deixares-me aqui sozinha... Eu luto tanto e sabe-lo melhor que ninguém. Preciso de ti, não tenho forças para tanto. Não, não é suposto tu ires embora... não me deixes.
... Se não estás comigo agora, não te quero nunca mais. Sai do meu corpo, sai da minha alma. Sai do meu corpo, sai da minha alma. Não te quero mais!
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