Porto

Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Que direito?

O que fazer quando a tua vida está demasiado carregada de esforço para viver?
Uma coisa é levares com a merda em cima e ainda assim achares que vale a pena lutar, e por isso vives mais ou menos bem. Outra coisa é não teres força para dar a volta, ou achares que não vale a pena, e por isso, simplesmente desistes. Outra coisa ainda, é achares que queres sossego, deixar andar e simplesmente parares com a luta, o esforço, a vontade, mas não podes. São demasiadas as pessoas que, ou esperam que tu vivas para viverem, ou esperam que sejas tu a dares o alento e o exemplo de vida, ou que sejas tu o hino à vida, ou que sejas tu o escape para as vidinhas de merda e crenças que um dia um guru qualquer de trazer por casa se lhes enfiou no raio das suas cabeças. Terei eu o direito de as desapontar, ou direito à escolha de me deixar morrer? 

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