Confesso estar surpreendida com a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo. Surpreendida e feliz. Quando ouvi a lista dos nomeados, dias antes do anúncio, pensei para mim mesma: "Que bom seria que o prémio fosse atribuido ao chinês. Já é tempo daquele povo ser ouvido. Tiananmen não pode cair no esquecimento!" E logo no momento seguinte voltei a falar para mim: "Nã! Não acredito que Oslo, ou até outra capital do mundo tenha a coragem." E não é que tiveram mesmo???
Gosto de ver estas motivações para se fazer a diferença no que diz respeito aos direitos humanos. Soube-me mesmo bem!
Nunca esqueçam que foram jovens como nós que deram, em Tiananmen, a sua vida "pela paz, liberdade e democracia", por aquilo que de uma forma ou de outra todos reclamamos, pois sabemos que é um direito.
Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê
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