Às vezes a vida parece-me um jogo de xadrez. Aliás, nessas mesmas vezes, tudo me parece um jogo de xadrez, onde eu sou um peão. Vejo que só há uma hipótese: a de executares a jogada certa, dizeres as palavras certas, teres a atitude certa, incorporares o comportamento certo. Não sinto grande margem para impulsividades, instintos ou intuições... enfim, para aquilo que te faz um ser humano diferente de todos os outros. Caso contrário, xeque-mate, já foste!
Mas eu só faço o que sei e o que posso e isso pode ser problemático. Socorro... eu não sei jogar xadrez!
Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê
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