Estou passada! E quem me conhece sabe que para eu dizer que estou passada é por que estou mesmo passada! Além de passada, sou uma pessoa prática. O amor é o que é, aquilo que cada um sente e vive. Se o sinto é porque existe em mim, existe no Universo. Cada um entende a vida de forma diferente e se o faz tamém actua nela de formas diferentes.
Mas a verdade é que sempre que se sente algo, fica-se com a sensação que isso é finito. Quando o amor acaba, ou seja lá o que for, fica-se com a sensação que agimos errado, que entendemos tudo ao contrário e até que se inventou tudo o que se passou. Como Cazuza diz: “o nosso amor a gente inventa para se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu.”
Muitos virão com ene de teorias acerca do que o amor é. Inclusivé haverá quem venha com a treta antropológica de que o amor é cultural, ou até com a ainda maior treta que o amor é psicológico.
Sabem o que digo?
Eu digo: Foda-se! Quero lá sabar o que é amor para vocês todos. Para mim é algo que existe. Nem sempre... mas neste momento existe. E escondê-lo é enganar-me a mim própria, enganar os meus confidentes, não ter a coragem de assumir a escolha que fiz. E eu não gosto de me sentir cobarde, eu não quero sentir que não assumo aquilo que faço.
Gostei de flutuar, por muito pouco tempo que tenha sido. Não gostei de pisar o chão novamente, mas sei que será sempre inevitável. Mas esta última desagradável sensação só persistirá até flutuar novamente... e até voltar a pisar o chão, novamente.
Apesar de tudo e tudo, eu ainda sinto... e continuarei a sentir.
Ah! Então não continuarei!!!
Porto
"Quem vem e atravessa o rio, junto à Serra do Pilar, vê um velho casario que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte és cascata sanjoanina erigida sobre um monte, no meio da neblina, por ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. Esse teu ar grave e sério dum rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria. Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento, nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento... e é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa, rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa." - Carlos Tê
Como eu gostava que flutuasses mais!!! Fica-te bem... O sorriso alarga-se, as cores fortalecem, o peito enche-se de ar.
ResponderEliminarVou tentar... prometo. De qualquer das maneiras, o sorriso, esse existe sempre, é-me inato!
ResponderEliminarO bom dessas "consciências" é que para reparares que sentes o pisar do chão, tens que ter voado, por pouco que seja, primeiro. E há momentos que é uma pena não serem vividos :)
ResponderEliminarOlé!!! Brava esta mulher...concordo e acrescento o amor é um estado sentido e descrito por quem o sente. Porque esperas? flutua....é bom, se é!
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